Delírios de Segunda

O balanço da rede e a arte sagrada de abraçar o que nos aperta

Para muita gente, a segunda-feira carrega o peso do tédio ou da obrigação. Para mim, ela tem cheiro de recomeço. Nasci em uma segunda-feira e, desde sempre, cultivo uma relação…

Para muita gente, a segunda-feira carrega o peso do tédio ou da obrigação. Para mim, ela tem cheiro de recomeço. Nasci em uma segunda-feira e, desde sempre, cultivo uma relação profundamente afetiva com esse dia: ele representa a abertura de um novo ciclo, o momento em que sinto minha energia e produtividade se renovarem.

É nessa atmosfera de começos que nasce o Delírios de Segunda. Mas não pense no “delírio” sob a ótica do senso comum, como sinônimo de loucura ou desconexão. Aqui, nós nos apropriamos do conceito da Esquizoanálise de Gilles Deleuze e Félix Guattari. Para eles, o delírio é pura potência criativa; é a manifestação mais autêntica e viva do desejo do sujeito, a capacidade de inventar novas realidades e caminhos.

Toda segunda-feira, convido você a “delirar” comigo através de um olhar clínico e poético sobre o cotidiano. A partir de um objeto comum da casa, de uma cena corriqueira ou de um detalhe que passa despercebido, extrairemos metáforas e reflexões profundas sobre a vida, a mente e o comportamento humano. Uma pausa sensível para começar a semana despertando o que há de mais criativo e autêntico em nós.Simbora?

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Para muita gente, a segunda-feira carrega o peso do tédio ou da obrigação. Para mim, ela tem cheiro de recomeço.

Sobre a autora

PATRÍCIA CALDEIRA

Há quem veja a psicologia como uma escolha de mercado. Para mim, ela sempre foi uma escolha de afeto. No final dos anos 90, quando decidi trilhar este caminho, fui movida por um chamado profundamente pessoal e afetivo.

O tempo passou, os anos de estudo se acumularam, mas aquela mesma paixão inicial permaneceu intacta — e se tornou o alicerce de tudo o que construí até aqui.

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